::Sobre Mim::

Nome: Li Araújo Idade: 28 anos Cidade:Fortaleza Msn: Frase:"Nada na vida acontece por acaso"

::Arquivos::



::Blogs Amigos::

Angel Rose®
Melodiahot®
Serenata ao Luar®


::Sites Legais::

Melodi@ Home Page
Só Templates




::Etc::



::Créditos::





[Domingo, Janeiro 06, 2008]

Meu casamento é o relacionamento mais frágil que existe no mundo. Em 4 meses de convivência (vale lembrar que já estamos na segunda tentativa) nós já “nos separamos” várias e várias vezes. Toda nossa relação tem quase 3 anos, nosso primeiro ano foi só amor e um bastava para o outro, o resto era só o resto. A vida dele mudou, foi convidado pra tocar numa banda (ele é músico) e isso foi nos separando pouco a pouco. Muitas brigas, discussões, noites em festas e eu em casa... enfim, ele criou um mundo só dele onde minha entrada era proibida. Ninguém nem sabia que eu existia na vida dele.
Não demorou e descobri traições e isso foi o que acabou, estragou de verdade. Eu falei que perdoei, mas nunca esqueci. Até hoje brigamos por conta disso. Não confio mais nele e sempre acho que ele está mentindo pra mim. Agora, por exemplo, são quase 4h da madrugada de sábado para domingo e ele ainda não chegou em casa... foi “tocar”. Continuo insistindo numa história que não dá mais. Amo meu marido e sei que ele também me ama, mas acabou o respeito, a confiança e outras coisas fundamentais pra um casamento dar certo.

Vou levando aqui até onde Deus quiser.


Por Li Araújo * 3:54 AM




[Quarta-feira, Dezembro 19, 2007]

Passagem das Horas

Não sei sentir, não sei ser humano, não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens, meus irmãos na terra. Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido. Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo. Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri. Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos. E fiquei triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse. Amei e odiei como toda gente. Mas para toda gente isso foi normal e institivo. Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo. Não sei se a vida é pouca ou demais para mim. Não sei se sinto demais ou de menos. Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos, a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão, de sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.

(Álvaro de Campos)



Por Li Araújo * 10:51 PM




[Quinta-feira, Dezembro 13, 2007]

Sempre que me vejo em situação difícil sinto vontade de escrever, ainda sou do tempo que as garotas escreviam à noite nos diários e nas agendas tudo o que ocorria durante o dia. Alguns anos atrás me vi cheia de agendas entulhadas em meu guarda-roupas tomando o espaço que era pra ser das roupas. Li e reli tudo, viajei em histórias já esquecidas, me vi boba chorando com alguns episódios ruins (já superados graças a meu bom Deus) e rindo de alguns detalhes que eu escrevia me deixando levar pelas minhas experiências de uma mulher em fase de amadurecimento.

Uma pena eu só me inspirar nas fases ruins, na maioria das recordações eu retratava uma melancolia tremenda e acho que aqui não será muito diferente. Estou numa crise no meu casamento e escrever me alivia a alma. Tenho minhas válvulas de escape como chorar, desabafar com os amigos, escrever... dessa vez eu desisti das agendas, nelas agora só anoto contas a pagar, endereços de sites interessantes e coisas assim. Parti pro blog, é mais interessante e tem mais a ver com meu dia-a-dia. Hoje é mais fácil eu escrever na net do que pegar a agenda e a caneta, parece mentira mas é verdade.

Quero fazer desse espaço o meu refúgio, meu lugar que é público, mas é meu. Vou colocar aqui coisas que são importantes pra mim, letras de músicas, poemas, textos... Qualquer coisa, isso vai depender do meu humor. Hoje vou colocar a letra da música do Chico Buarque que escolhi como título do blog, "Trocando em Miúdos", acredito que muita gente já ouviu essa música num momento de crise no amor.

Espero que essa fase passe, que meu casamento se mantenha e que um dia eu ouça essa linda canção sem que ela me faça chorar.


TROCANDO EM MIÚDOS
Francis Hime e Chico Buarque / 1978

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim ?
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças

Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado

Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde


Por Li Araújo * 9:57 PM